Tem aquela teoria de que se arranjassem uma máquina super inteligente e colocassem ela para dar um rolê por aí para descobrir todos os segredos do universo, ela teria se matado no mesmo dia. Isso, suicídio, a máquina mais inteligente das galáxias.
As vezes eu gosto de ter a triste constatação de que estamos praticamente sozinhos no universo, ou pelo menos sem vizinhos tão próximos, pelo simples fatos deles terem entrado em colapso. Não digo nem por um maluco que pensa em construir um exército fanático. To falando de um harmonioso suicídio em massa. Conduzido em sua forma mais bela ou fúnebre, a partir das constatações estéticas desenvolvidas por aquela sociedade.
Isso me soa triste pelo fato de que poxa, que constatação meio em vão. Por toda nossa história, nós seres humanos lutamos contra a morte, em suas diversas perspectivas epistemológicas. Cultura, ciências, transcendência... Tudo um gasto para deixar nossa marca, nosso fator de conservação da espécie. O que não deixa de ser em vão também, pois tudo acaba e se dissolve no pó da história.
Eu não sei o quanto eu posso dizer que no fim do dia a gente se diverte mais, pois como um todo, muita gente no fim do dia tá sofrendo pela sua própria sobrevivência. Carregando nas costas quem quer dizer que está deixando sua marca. Qual o limite da própria busca de si mesmo no meio de sis que não se vêem. Ou se conduzem pela maré que todos olham.
Eu espero a graça de uma sociedade extraterrestre que dilacere nossa constante ingenuidade da existência, ou eles nunca vão nos garantir essa dádiva? Nos deixando sozinhos à mercê de nós mesmos. Das nossas expressões mundanas e sobreviventes no errado. Quanto mais eu penso, menos vejo fim em pensar, sinto que estamos condenados a existir.