terça-feira, 10 de junho de 2014

march to the sea.docx

Você não disse adeus, em outras ocasiões também não diria, então eu tento compreender.
"Um adeus nunca é um adeus, não se despede assim."
Eu acreditava em cada palavra sua, antes de você se jogar no mar.
 
Exigia e transparecia confiança em todos os momentos, parecia impenetrável. Olha só, você se descobriu humano, e descobriu que geme demais. Abandonando sua tripulação em alto mar, é esse tipo de coisa que as pessoas fazem? Minha inocência não deixava ir além, seu fim era então meu fim? Vou trair a confiança daqueles que tanto me seguiam e abandonar tudo por algo menos complicado que tantas jornadas e aventuras atravessadas?
 
O caminho é complicado e todos sabemos disso. Eu me mantenho do seu lado, eu me mantenho por você. Cada momento existem desafios que parecem os finais, aqueles que te levarão de vez para o fim ou para a glória. Porém você me ensinou que não se pode sempre ganhar. Aprendemos em cada jornada, bem-sucedido ou não, experiências que são levadas para sempre. Marcas no casco de nosso navio e em nossos corações.
 
Marchamos para o mar juntos, e assim devemos ficar. Não vacile comigo agora, temos um caminho brilhante pela frete. Quando éramos jovens tudo era tão bom. Mas não existe mais passado para nos apoiarmos, apenas essas mesmas cicatrizes de guerra, e com elas nos mantemos orgulhosos. Nunca caminhe só, foi isso que aprendi com você. Mas um mesmo deslize, um pequeno detalhe, também me faz te ter como inspiração maior, e seguir a marcha para o mar.
 
Me diga agora, quem está em cargo disso tudo? Eu pensei que você seria minha ajuda, levei tempos para sair daqui, agora eu voltei de onde vim. Sem perigo, o mar me salvou, o mar vai me aceitar de volta, ao seu lado.

March to the sea

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