Chamem marceneiros, engenheiros, cientistas e pedreiros.
Quero toda a sociedade de olho no meu feito.
Todos distraídos com o show que planejei, levem eles pra fazenda, a terra que eu sou rei.
Terá malabaristas, trapezistas, vendedores e pugilistas.
Uma festa como essa de longe se paga à vista.
Todos eles bem felizes nunca saberão a razão.
Essas foram as palavras do coronel, rei soberano da situação.
Tornou-se louco do dia para a noite e ninguém sabe a solução.
O grand finale do velho maluco é presentear o seu gado com o melhor vinho.
Vinho estrangeiro da terra do canarinho.
Mal sabia seus capatazes do conteúdo dessa oferenda.
Era cicuta com certeza, a base da merenda.
Matou o gado, matou o povo, para ele todos eram suas cabeças a governar.
Sem um pingo de noção, resolveu também se matar.
Só sobrou a mim, o violeiro andarilho.
A carne estava boa, a bebida nem pensar.
Sinto cheio de veneno até em um pisar.
Encontro um cachorro sozinho, amarrado para nao gerar confusão.
Vem comigo, meu amigo, por esse mundo de ilusão.

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