Era uma corrida, uma corrida sem o menor sentido.
Era uma corrida que criei na minha cabeça.
Existiam vários corredores, mas eu só olhava para dois. Observava de longe, em silêncio. Um começou na frente, claro, esse sempre teve meu maior destaque. O outro eu não esperava nem que começasse a correr, mas foi. O tempo passava, e eu contava cada um de seus passos.
Os dois praticamente se equipararam.
Eu já estava exausto, ia descansar e levar meus pensamentos.
Mas não resisti, dei uma ultima observada. Um ponto para o empate, os dois me valiam muito. Mas eu resolvi deixar como está, um deles sempre teve meu maior destaque... como também meu coração.
A vitória da minha derrota, mas minha derrota em manter a corrida nos eixos não equivale à minha vitória contra mim mesmo. Como um deus, mas não como uma criança, mantive o fluxo natural e me retirei aos meus aposentos.
