sábado, 10 de maio de 2014

Modus Operandi 3 - Pátria.txt

Pátria te acolhe. Você não precisa de mais nada quando está do seu lado. A Pátria sempre estará disposta a te ajudar, não existe a incerteza e a intensidade que se é exposto lidando com Mártir ou Liberdade, a opção segura é a Pátria.
Ela é organizada e quer manter todos sobre sua visão, a vigilância da ordem, a organização do cuidado. Não é uma visão controladora e insistente, no sentido de se demonstrar coercitivo de algum modo. Se abraça a Pátria por opção, ou talvez por falta dela.
Um traço notável da Pátria, é que sua relação com Mártir e Liberdade é mais afastada, no sentido de que se envolver com alguém que não seja ela mesma pode ser perigoso. Pátria tem ciúmes de seus seguidores, em geral por questões ideológicas, eles escolheram a ela e devem devido respeito. Para se manter a ordem não se pode deixar algo totalmente livre para todos. Novamente, não que essa postura signifique que exista uma opressão. Existe uma certa escolha em se optar pela seguro, e se optar pelo menos desgastante e incerto.
Sim, pode ser um processo de alienação, mas em certos níveis o que não seria?
O ponto é que Pátria não deixa de ser acolhedora, existe uma certa reciprocidade se souber por onde está pisando e se realmente querer um real apoio dela. Não é uma aventura, é um processo de recomposição. Um processo cuidadoso, Pátria não deixa de apresentar seu certo nível de delicadeza e fragilidade, assim como Mártir e Liberdade. Com ela deve estar em uma relação devida, seu suporte vale mais que se arriscar.

domingo, 20 de abril de 2014

Modus Operandi 2 - Mártir.txt

Mártir é intenso, é um processo de sacrifício. Mártir envolve a luta de um ideal, uma noção de algo melhor pelo bem geral de seus apoiadores. É um símbolo de sacrifício. 
Ela em toda a sua intensidade e busca, é egoísta. Curioso pensar que alguém que lute pela libertação é egoísta. Mártir também tem seus erros. Ela se apresenta como uma alternativa marginal, independente. 
É mais curioso ainda pensar a relação de mártir com a liberdade. Elas são amigas, caminham juntas e estão no mesmo ideal. Mas mártir tem questionamentos quanto às formas da liberdade se definir, sua forma de envolver e lentamente conquistar. Como dito, mártir é intenso, precisa de seu apoio agora, pois a luta vive. Mártir requer entrega imediata, e sabe quando necessita de seu apoio, o egoísmo do sacrifício. 
Estar envolvido com as duas é conflituoso, angustiante. Lidar com a situação exige certo controle. Mártir também sabe acolher, ajudar, ao longo que esteja ao lado na luta. 
As situações podem te engolir e te levar ao caminho traçado pelo mártir, compartilhar o ideal e seguir seu caminho. Torna-se mártir na entrega completa de um ideal, se vendo capaz de se sacrificar por ele, abandonar qualquer outra possibilidade e compreensão alheia. A partir do ponto que sabe o que fazer, ninguém mais é válido, você tem certeza de você.
Um instrumento. 
Mártir te envolve para nunca mais. 

sábado, 19 de abril de 2014

Modus Operandi 1 - Liberdade.txt

A liberdade é complicada. Não se pode negar que ela exerce um poder. Por séculos e séculos a construção e desconstrução da liberdade foi discutida pelos maiores e ilustres pensadores da humanidade. Não é apenas exclusividade dos considerados pensadores e filósofos, claro. Inúmeras pessoas em seu dia a dia questionam a função da liberdade e sua real utilidade em suas vidas. Cada um apresenta o seu caso pessoal partindo na noção geral social da situação em que está inserido.
A liberdade vem e se dispõe um caminho emocionante e possivelmente utópico, mas válido de se correr atrás. Não é algo especificamente novo, mas para alguém longe de sua graça é uma forma de salvação. A liberdade é emancipatória, mas não trás a solução por si mesma. Se deixar flertar com a liberdade é perigoso, não se sabe o real lado em que ela está. Você deve saber administrá-la em sua relação de uma forma que te leve até algo realmente libertador. 
Não se pode confiar na liberdade, se ela subir à cabeça poderá ser mortal, arrebatador, prisional. Se render à liberdade também é desistir de ser livre e sofrer com sua inconsistência. Por ócios do ofício, odiar a liberdade não leva a nenhum lugar melhor, demonstração de sentimento intenso, principalmente ódio, também é uma forma de amar. Indiferença é preferível. Na pior das hipóteses, tenha a liberdade como amiga, mas a cautela é sempre válida, o contato leva à auto-destruição. 
A liberdade é essencial, não se pode caminhar sem ela. A mantenha por perto, mas tenha consciência de seus riscos. Essa base é o que o faz seguir. Não se esqueça, sempre é possível encontrar a liberdade em sua consciência que o melhor conteple.