Olá, geralmente eu coloco um deseinho no final dos contos, hoje vai ser um pouco diferente. Fui bolando essa história em boa parte enquanto ouvia a música que você vai ouvir pegando este quadro aqui abaixo. ( não sacou? clica na imagem..)
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Acordou bem cedo, se vestiu e desceu o elevador. Correu ate sentir gosto de sangue no céu da boca. O que estava tentando provar? O que estava querendo fazer? Precisava sentir algo, sua existência de nada parecia valer.
Que tipo de
pessoa eu sou? No meio de todas as suas incertezas e questionamentos frívolos,
se considerava um bom amigo. Eram poucos, mas eram bons. “Esse cara deve ser
meio bobo” é o que no fundo achava que grande parte deles pensava sobre ele.
Mas isso era o de menos em sua cabeça agora.
Ontem de noite
seu melhor amigo levou três tiros e está gravemente hospitalizado. Tudo isso
foi culpa dele, no fundo só queria o melhor para seus amigos, se esforçava de
mais por eles. Num mundo meio podre e cheio de correria, essa ação parecia ser,
no mínimo, boba. Mas era assim que agia em praticamente todas as situações.
Apenas
pensando no bem de seu melhor amigo, o apresentou a uma moça que conhecera em
uma festa. Idiota, achava que a garota nunca iria ligar para ele, mas seu
amigo, ahhh... Esse cara sabe como agir, não teria entrado no curso de letras à
toa, era hábil com as palavras. Mas a própria faculdade o enrijecera, era uma
pessoa triste, melancólica, mas isso iria mudar. Uma moça para dividir sua
poesia era tudo que precisava.
Bobo. A vida,
como dito, eh corrida e podre. E então que a tal da garota tinha namorado, mas
ninguém parece ter muito respeito por isso hoje em dia.
A., e seu
melhor amigo, foram traídos pelo destino. Seu melhor amigo levou os três tiros
do namorado da moça, que descontrolado também quebrou o braço de sua namorada.
Eh incrível como o amor nos faz essas coisas, apenas uma pessoa eh o suficiente
para acabar com um dia, ou uma vida.
A. já se via
agora deitado sobre a grama molhada da manhã, exausto, não sentia mais nada, estava
anestesiado de tantas emoções.
Hoje, dia 14,
seu melhor amigo foi o visitar no hospital. A. estava dois meses em coma, desde
aquela noite em que interveio antes de seu amigo e disse ser ele o pretendente
da mulher comprometida, levando então os três tiros que o levaram ao hospital.
Seu amigo
vinha o visitar todas as semanas, era ateu, mas começou a pedir por forças do
além para que seu amigo voltasse à vida, fascinante como nesses momentos nos
apoiamos em qualquer coisa. Tudo que o amigo de A. quer é dar um grande abraço
nele e mostrar como as coisas aqui estão estranhas desde a sua partida.
Enquanto isso,
A. está se achando a pior pessoa do mundo, preso em suas lembranças
distorcidas. Talvez nunca saiba da verdade.
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protip: geralmente interagir com os objetos que deixo aqui podem deixar as coisas mais divertidas, por exemplo, tente pegar o martelo do primeiro conto ;) (isso, clique na imagem)
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protip: geralmente interagir com os objetos que deixo aqui podem deixar as coisas mais divertidas, por exemplo, tente pegar o martelo do primeiro conto ;) (isso, clique na imagem)

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