sábado, 8 de fevereiro de 2014

existencia1.docx



Ele olhou para o céu. O céu olhou para ele. Puta que o pariu, pensou, entre tantas pessoas no mundo, por que essa merda foi olhar para mim.


Agora, enquanto as outras pessoas aproveitam as situações simples de sua existência, fofocando, sofrendo, tendo raiva à toa, amando.. Eu estou aqui fadado a questionar a real existência e essência das coisas ao meu redor e além. 


Irritado, gritou: Por que você não cai logo sobre mim, seu pedaço enorme de nada! Não recebeu nenhuma resposta, e no fundo, sabia o porquê. Nada de seus questionamentos faziam sentido, a resposta estava no seu grito, pedaço enorme de nada. 


Nada este que pode parecer tudo, mas na real não é nada. Sério, nada mesmo, nada está te prendendo aí, só o simples fato de você estar aqui e não ali. 


Era muita pressão, já estava sentado no chão, era só ele que estava fazendo tudo aquilo. Encostou sua cabeça no asfalto molhado e abriu os braços, não poderia acreditar. Algo precisava vir para tutelá-lo. 


Nada olhou para mim, sou eu e meu peso, por que as possibilidades são tão pesadas? 


Como alguém consegue andar calmamente na rua com toda essa pressão? Como conseguem dormir?

Era simples novamente, eles não pensavam, ou melhor, se calavam. O ser humano não aguenta tudo isso, toda essa imensidão é mais claustrofóbica que uma cabine de elevador.


Dramas cotidianos são mais aconchegantes que a liberdade de se deixar passar e tentar tudo o que está presente e impresente.


Sabia agora exatamente o que fazer, levantou com confiança, conhecia suas limitações e como lidar com elas, tudo é permitido, mas tem algo melhor do que isso. 


Voltou para a sua cabine, e se puniu com sua própria consciência.

http://fc06.deviantart.net/fs70/i/2013/302/3/3/stanley_parable__the_narrator_discovers_happiness_by_everstarcatcher-d6sc1zj.jpg

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

melancolia1.docx


Olá, geralmente eu coloco um deseinho no final dos contos, hoje vai ser um pouco diferente. Fui bolando essa história em boa parte enquanto ouvia a música que você vai ouvir pegando este quadro aqui abaixo. ( não sacou? clica na imagem..)

http://www.youtube.com/watch?v=sZTpLvsYYHw


-------------------------ooxoo--------------------------

Acordou bem cedo, se vestiu e desceu o elevador. Correu ate sentir gosto de sangue no céu da boca. O que estava tentando provar? O que estava querendo fazer? Precisava sentir algo, sua existência de nada parecia valer.
Que tipo de pessoa eu sou? No meio de todas as suas incertezas e questionamentos frívolos, se considerava um bom amigo. Eram poucos, mas eram bons. “Esse cara deve ser meio bobo” é o que no fundo achava que grande parte deles pensava sobre ele. Mas isso era o de menos em sua cabeça agora.
Ontem de noite seu melhor amigo levou três tiros e está gravemente hospitalizado. Tudo isso foi culpa dele, no fundo só queria o melhor para seus amigos, se esforçava de mais por eles. Num mundo meio podre e cheio de correria, essa ação parecia ser, no mínimo, boba. Mas era assim que agia em praticamente todas as situações.
Apenas pensando no bem de seu melhor amigo, o apresentou a uma moça que conhecera em uma festa. Idiota, achava que a garota nunca iria ligar para ele, mas seu amigo, ahhh... Esse cara sabe como agir, não teria entrado no curso de letras à toa, era hábil com as palavras. Mas a própria faculdade o enrijecera, era uma pessoa triste, melancólica, mas isso iria mudar. Uma moça para dividir sua poesia era tudo que precisava.
Bobo. A vida, como dito, eh corrida e podre. E então que a tal da garota tinha namorado, mas ninguém parece ter muito respeito por isso hoje em dia.
A., e seu melhor amigo, foram traídos pelo destino. Seu melhor amigo levou os três tiros do namorado da moça, que descontrolado também quebrou o braço de sua namorada. Eh incrível como o amor nos faz essas coisas, apenas uma pessoa eh o suficiente para acabar com um dia, ou uma vida.
A. já se via agora deitado sobre a grama molhada da manhã, exausto, não sentia mais nada, estava anestesiado de tantas emoções.
Hoje, dia 14, seu melhor amigo foi o visitar no hospital. A. estava dois meses em coma, desde aquela noite em que interveio antes de seu amigo e disse ser ele o pretendente da mulher comprometida, levando então os três tiros que o levaram ao hospital.
Seu amigo vinha o visitar todas as semanas, era ateu, mas começou a pedir por forças do além para que seu amigo voltasse à vida, fascinante como nesses momentos nos apoiamos em qualquer coisa. Tudo que o amigo de A. quer é dar um grande abraço nele e mostrar como as coisas aqui estão estranhas desde a sua partida.
Enquanto isso, A. está se achando a pior pessoa do mundo, preso em suas lembranças distorcidas. Talvez nunca saiba da verdade.
-------------------------ooxoo--------------------------

protip: geralmente interagir com os objetos que deixo aqui podem deixar as coisas mais divertidas, por exemplo, tente pegar o martelo do primeiro conto
;) (isso, clique na imagem)

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Brutal1.jpg

Não to postando do pc, talvez o arquivo não esteja nem em .jpg, o que me perturba. Dai que entre as coisas que te perturbam isso parece não ser a prioridade, então você deixa de lado. No meio de tantas questões as vezes as coisas perdem o sentido. Quanto mais eu penso em algo, mais elas perdem o sentido inicial para mim. Entre tanta coisa já perdida, qualquer uma vale de se pensar, chegando a ponto de não ser nada e tudo ao mesmo tempo. Então é isso que vai te mover, algo meio desajeitado. Se passar do ponto aqui, o .jpg perde o foco e vira .docx , ou podemos nos desprender disso? Qualquer coisa, vai.